Blog do Ernani de Paula

Empresário, ex-prefeito de Anápolis (GO) e sempre atento à política

Com Inova Goiás, Marconi faz Goiás dar um passo à frente na modernização 

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Fortalecimento da economia em meio a uma crise só pode ser concebido mediante criatividade e um conjunto de ideias que fujam da obviedade. Há quem aposte, ainda, na máxima de que uma crise é um campo aberto para se gerar e frutificar oportunidades. Ao que parece, o governador Marconi Perillo é adepto desta filosofia. Isto porque no ápice da geração de tantas más notícias em resultados da Economia e em especial da Indústria, o tucano de Goiás se reinventa e lança um projeto denominado Inova Goiás. O objetivo: aumentar a produtividade, expandindo parques industriais mediante o investimento em tecnologia.Segundo as informações da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SED), que é comandada pelo vice-governador José Eliton, a previsão é que o projeto movimente algo em torno de R$ 1 bilhão no processo de fortalecer a economia e potencializar o desenvolvimento através da aproximação dos meios industriais com o conhecimento gerado pelas universidades. Em logrando êxito, o governador irá deixar em 2018 como marca de sua gestão o avanço de Goiás de um estado nitidamente agrário em seu processo histórico para uma das regiões com maior potencial tecnológico. A meta, ambiciosa, é colocar o Estado entre os três que mais investem em inovação e tecnologia.  

Do ponto de vista administrativo, a mexida de Marconi Perillo é semelhante com as anteriores que marcaram suas gestões: aproximar grupos que são potencialmente capazes de crescer e oferecer mais ao Estado, mas que estão – por alguma razão – isolados. Assim aconteceu em sua primeira passagem pelo comando de Goiás com a criação da Universidade Estadual de Goiás, quando Perillo unificou as diversas faculdades espalhadas pelo Estado.

Agora, em sua terceira passagem pelo Governo, é possível vislumbrar que a marca seja um passo adiante. Se antes foi criada a UEG, agora ele pretende colocar a academia a serviço da sociedade, implementando projetos na Indústria, otimizando processos, expandindo plantas, gerando empregos e renda.

Neste processo de aproximação do Conhecimento com os Meios de Produção, o papel do Governo, através da SED, é facilitar acesso a linhas de crédito, seja pelo FCO ou pelo BID, e injetar dinheiro na produção de Goiás. Com isto, há a garantia de que não haverá recessão ou demissões como se tem visto em alguns outros estados brasileiros. A aposta em algo essencialmente novo também marca a trajetória de Marconi Perillo como um homem público com vistas ao futuro, buscando o novo incessantemente.

Politicamente, o projeto é uma mexida no tabuleiro com diversas consequências. Ao governador, pode ser a consolidação de uma marca e, ainda, a chance de uma projeção nacional – algo tão comentado recentemente por diversos segmentos políticos. Afinal, a inserção de Goiás em outro patamar da produção, aliada a aproximação da tecnologia com as universidades, definitivamente reinventa o Estado. Isto pode servir como uma plataforma de campanha interna de Perillo para apresentar ao seu partido – ou a um novo – quando chegar o momento de se credenciar à disputa.

Em segundo plano, mas não menos importante, politicamente o Inova Goiás coloca definitivamente José Eliton na condição de protagonista da gestão do Estado. Com um aporte previsto de R$ 1 bilhão e a chance de criar um novo clima para a Indústria Goiana, Eliton entra de cabeça no projeto de reeleição para tentar ser o próximo governador em 2018. Se aos poucos Perillo foi permitindo e incentivando a entrada de seu vice no cenário, com este programa, o grupo marconista lança as cartas na mesa. O sucesso do Inova Goiás pode mudar a vida de milhares de Goiás, mas, em especial, de um deles: o hoje vice-governador José Eliton.

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1 de setembro de 2015 at 12:31

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A importância da união em torno do polo tecnológico de Anápolis 

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Anápolis é, historicamente, um solo fértil. Desde suas mais profundas características agrárias até no desenvolvimento de novos negócios, o município nunca se furtou da ideia de inovar e buscar novas formas de empreender. O anapolino vem conseguindo conquistar seu lugar na história por este motivo: a capacidade de se reinventar e se reposicionar nos diversos mercados, mesmo que o cenário regional aponte em outra direção.Foi assim com o comércio atacadista e nos anos 1970 com o processo de industrialização que não começou com o Daia, mas que culminou com a criação deste distrito. Somente houve um momento propício para o desenvolvimento da ideia de um distrito porque já existia na cidade empreendedores e espaços férteis para o desenvolvimento da cidade em uma outra direção, no caso, a da indústria. Mais tarde, a predominância do setor farmacêutico nos permitiu compreender um sentido, um norte, e acabou por marcar a cidade na sua importância para todo o Brasil.

E é a partir desta construção histórica aliada ao cada mais valorizado posicionamento logístico-estratégico, que Anápolis se prepara para tornar possível dar um novo salto na História e sair na frente. O projeto capitaneado por alguns empresários, liderados por Marcelo Limírio, denominado Polo Tecnológico de Anápolis é o novo capítulo que a cidade pode começar a escrever. E novamente em um cenário inovador e até mesmo na vanguarda do cenário do Estado e da região.

Anápolis tem tudo para sair na frente a exemplo do que já fez na sua história. As condições não poderiam ser mais adequadas. O momento de franca expansão econômico-social da população, a intervenção positiva das ações estratégicas da atual administração no tocante à geração de qualidade de vida, as condições da logística municipal – Anápolis integra um riquíssimo eixo que compreende Goiânia e o Distrito Federal – tudo isto favorece à criação deste novo espaço.

A consolidação deste sonho passa diretamente por uma ideia vanguardista do governador Marconi Perillo em construir o aeroporto de cargas e a plataforma logística multimodal da cidade. Estes investimentos visionários alimentando a criação do centro tecnológico tem tudo para elevar o conceito de Anápolis como uma das cidades mais modernas do país no que se refere à geração de conhecimento e industrialização.

É fundamental frisar que com a instalação de uma planta para indústrias deste segmento, Anápolis também fomenta outra característica: a de ser um polo educacional. O município é a maior cidade universitária do Centro Oeste, portanto, pode se desenvolver ainda mais são formar profissionais para atuarem neste novo empreendimento coletivo.

O que item diferencial e decisivo neste complexo e favorável cenário é a união de esforços por aqueles que tem interesse e compromisso com o crescimento de Anápolis e de Goiás. As organizações classistas, as esferas de governo e todos os entes ligados ao desenvolvimento tecnológico precisam estar unificados em um único discurso. Neste momento, a participação dos empresários ligados ao polo tecnológico juntamente com a força política da guerreira Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia) deve ser incentivada e reverberada pela Prefeitura de Anápolis, na figura de João Gomes, e ainda pelo incansável Marconi Perillo, um dos maiores desenvolvedores da região centro oeste, a partir das ações que empreende em Anápolis e em Goiás.

Somente com a união destes esforços coadunando na mesma direção é que se torna possível a materialização deste importante projeto. Com a conclusão desta etapa, a cidade consolida-se no cenário tecnológico através de empresas de ponta para a exportação. Promove, ainda, a atração de empresas não poluentes e gerando empregos de formação superior.

Anápolis só tem a ganhar com a aposta certa no polo tecnológico e manter a união de todos em torno desta realização é atual para o desenvolvimento de nossa gente, de Goiás e do Brasil em um setor moderno e que representa o futuro do planeta, sob a ótica industrial. Anápolis não pode perder esta chance.

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25 de agosto de 2015 at 18:02

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A hora do desapego e da sabedoria do PSDB de Anápolis

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A prática da Política apresenta algumas características inegáveis para qualquer integrante de seu cotidiano. Uma delas, concernente ao próprio ser humano, é saber que sempre haverá um debate que irá esbarrar na vaidade de seus protagonistas. Por mais que discutam-se projetos e planos coletivos com interesses voltados para as massas, haverá sempre um momento em que seus agentes públicos colocarão suas vontades pessoais em patamar de igual ou superior importância ao tema principal.

Isto, longe de ser exclusividade da política, pertence ao humano. Em todos os setores de atuação que demandem a reunião de diversos atores para determinada função, é mais que natural que tenhamos um jogo de vaidades. A diferença entre o sucesso e o fracasso de um projeto, seja ele político, empresarial ou de quaisquer outras naturezas, é justamente saber o quanto se permite entrar de vaidade na mesa de decisões.

Outro ponto característico e bastante presente na lide política é a sabedoria do aprendizado com o passado. Principalmente sobre os erros e fracassos do passado. É realmente questionável compreender lições e obter sabedoria na vitória. No êxito, apenas comemora-se. No entanto, é no momento de revés que se pode ter a chance de compreender os movimentos em falso, os equívocos de estratégia e, aí sim, aplicar seus ensinamentos em projetos futuros.

O PSDB na cidade de Anápolis pode ser um bom exemplo destes dois fatores que, muitas vezes, são preponderantes para fazer a diferença entre obter a vitória ou amargar a derrota nas urnas. Em 2000, quando fui candidato a prefeito, obtendo a vitória depois de ser considerado um azarão, pude contemplar a capacidade de comprometimento de um projeto por intermédio da vaidade.

Lançando minha candidatura em um partido pequeno, furei a fila e me tornei o candidato dos eleitores que naturalmente seriam do PSDB. E isto deu-se entre outros fatores, pela inoperância da legenda, paralisada por seus quadros. O jogo da vaidade envolvido acabou por consumir todo a perspectiva de poder do partido. A possibilidade real de vencer as eleições fez com que nomes fortes como Maurity Escobar, Pedro Canedo, Edward Jr e José Lopes se perdessem em uma infrutífera disputa interna que acabou por tornar-se mais importante que a disputa principal, ou seja, a corrida eleitoral daquele ano. O jogo de vaidades paralisou e prejudicou a campanha.

Disto isto, vem a segunda observação: a capacidade de observar os erros do passado e tentar realizar diferente. É o momento do PSDB municipal praticar o desapego e por fim – ou ao menos um limite – ao jogo de vaidades e se unir em torno de um único nome. Um quadro que possa de fato representar o que pensa a legenda e que tenha um canal de diálogo permanente com a cidade.

Ter um nome de consenso é adiantar o processo e lidar com a maturidade de quem quer vencer as eleições. Neste cenário, o PSDB de Anápolis hoje tem um quadro consistente, com valores ligados à cidade e aos setores tradicionais do município. Trata-se do chefe de gabinete do governador, o ex-deputado e ex-conselheiro do TCE, Frederico Jayme.

Jayme tem habilidade como gestor, foi presidente da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado. Além disto, tem uma passagem importante como titular da Secretaria de Segurança Pública, tema que hoje está em voga e é item decisivo na cabeça do eleitor. Mesmo sendo a Segurança um compromisso do Estado, é fundamental às prefeituras que contribuam no combate à galopante violência. Quando prefeito, criei uma série de ações, dentre elas o inédito Banco de Horas, que reaproveitava as horas de folga dos militares em ações de monitoramento nas ruas.

Como um reconhecido anapolino, tem bases sólidas na cidade, tem uma folha de serviços prestados e é um exímio negociador da política, sabendo lidar com egos, vaidades, grupos e interesses diversos, naturais de todas as legendas. Além disto, o fato de possuir intimidade e confiança com o poder máximo do Estado, emanado do Palácio das Esmeraldas, pode atuar como um facilitador ainda maior das ações do Governo na cidade.

No entanto, tudo depende da capacidade do PSDB em identificar, acatar e aplicar as lições do passado e deixar para bem longe as disputas de ego e vaidade. Se novamente seus quadros lutarem pela perspectiva de vitória, ao invés de tentar alcançá-la, dificilmente o resultado será diferente do que todos vem obtendo desde 2000 para cá

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11 de agosto de 2015 at 10:14

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Uma breve visita ao passado

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Fui citado em reportagem do jornal Diário da Manhã, assinada pelo jornalista Marcus Vinícius Felipe, que tratava dos desafetos colecionados pelo Governador Marconi Perillo ao longo de sua trajetória que o tornou o maior líder político de Goiás. Iniciada em 1999, no primeiro ano de sua gestão, foi apenas dois anos antes da minha passagem pela Prefeitura de Anápolis, ocorrida em 2001. A citação e a equiparação a outros nomes também relacionados como desafetos ou prejudicados, política ou até pessoalmente, por Marconi me obrigou naturalmente a uma reflexão.A primeira delas é quanto aos desdobramentos deste embate um tanto quanto desigual por trata-se de um governador contra um prefeito. Se política e juridicamente ainda pago um preço desproporcional ao cenário engendrado da época, pessoalmente compartilho que nada carrego comigo. Os traumas, incômodos e demais sentimentos ruins que me nutriram por um tempo naqueles anos, hoje, se foram. É preciso compreender a dinâmica da vida, seus percalços e seus aprendizados. E uma queda é uma lição mais poderosa que um sucesso, que pouco ensina, a bem da verdade.

Já muito tive a chance de apresentar as minhas versões sobre o ocorrido. Já me expliquei, já fui alvo de novos ataques por conta da revelação de fatos desconsiderados à época, mas tudo isto já passou. Quem sabe, um dia, não haja espaço para memórias acerca disto? Se não houver, tudo estará bem resolvido como está. Portanto, o momento não é um embate de versões, afinal, tudo a cada dia fica mais distante e a vida se renova, tanto pessoal quanto publicamente.

O que gostaria de ressaltar sobre a reportagem e sobre o governador de Goiás, Marconi Perillo, passa além de impressões pessoais. Por força dos fatos históricos recentes, fui incluído neste rol de políticos que tiveram reveses envolvendo Perillo. Sinto-me desconfortável por algumas comparações, o que verdadeiramente ocorre na lista ofertada com tamanho brilhantismo pelo autor.

No entanto, grande parte deles são vítimas e algozes. Estão há décadas vivenciando o jogo político e todas as suas vicissitudes. Fazem trocas, barganhas, batem tanto quanto apanham. Não se trata de ser melhor ou pior que qualquer outra personalidade política, mas de simplesmente ocupar um espaço histórico diferente de origem. Afinal, não sou político e não fui. Candidatei-me e me tornei agente político por força da necessidade do rito para tornar-se o que fui: prefeito da cidade que me presenteou com tantos bons frutos e cuja vontade era retribuir com trabalho e dando a minha contribuição.

Sobre a figura de Marconi Perillo, como disse e já demonstrei recentemente, meu passado está soterrado, espalhado no pó do tempo. Não posso confundir desejos ou dissabores pessoais com a minha capacidade de compreender sua atuação para além de mim. E Marconi Perillo tem realizado muito por Goiás, com erros e acertos, tem colocado o Estado em uma posição de destaque que talvez jamais tenha obtido. E esta verdade que reconheço deve ser superior à minha decepção nas suas relações políticas dos idos de 2001.

É possível que hoje Marconi Perillo não agisse com a truculência política que o fez há quase 15 anos. Com o tempo ganhou mais poder ainda, mas também mais sutileza e mais inteligência na sua forma de agir. Talvez um dia, ele próprio tenha um momento íntimo de reflexão sobre o que fez não somente comigo e com a cidade de Anápolis naquele momento, mas também com outras personalidades da política. Que este dia chegue, mas que enquanto isto ele siga na sua missão pública e pessoal. Eu e todos os citados e os não comentados na reportagem fazemos o mesmo: seguimos a nossa.

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3 de agosto de 2015 at 18:42

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Reserva de decência republicana do PSDB passa por Goiás

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O clima de golpe contra a Democracia, contra as instituições e contra a presidente Dilma, que alguns grupos e partidos políticos tentam criar no Brasil, nada mais é que o reflexo de alguns sintomas fundantes de nosso caráter e espírito público. Pelo menos dois são recorrentes, um que remete ao passado e o outro, ao presente.

O primeiro traço é um ranço sociocultural de prática golpista efetiva. Quase por um quarto de século fomos geridos por um governo militar no qual generais se revezavam no poder sob a égide da ameaça da força contra quem pedisse por democracia. Há uma boa parte da geração atuante brasileira que se acostumou à ideia de que somos tão incapazes de votar que foi necessário um golpe de caserna para nos doutrinar. E pagamos o preço disto em todos os sentidos até hoje.

O segundo ponto decisivo é a incompetência nata, pura, simples. A incapacidade de vencer eleições, de montar projetos engajados com os anseios da população e a ausência de diálogo com o verdadeiro Brasil impediu nos últimos quatro pleitos que o PSDB e seus representantes chegassem ao poder. É próprio do ponto alto da democracia – a eleição – eleger dois grupos: o vitorioso, que irá comandar a cidade, o Estado ou o País e um segundo que, ao perder, é escolhido para ser oposição, para vigiar, criticar e se posicionar como observador mordaz da administração.

No entanto quando os perdedores não aceitam o resultado e a vontade da população cria-se este clima de golpe e tomada de poder por caminhos que não os naturais, ou seja, os da eleição e todas as suas vicissitudes.

A mistura de passado e presente não poderia ser pior: se aproveitar desta memória golpista nacional para impingir em parte da população a ideia de que é preciso, sim, usar do expediente da deposição para reverter resultados a seu favor.

Hoje, no Brasil, o movimento popular de reivindicações por mudanças e pela moralização da política está sendo cooptado para um partido político que tenta tirar proveito deste cenário para tentar no golpe o que a eleição não lhe deu. O PSDB na figura de seu presidente, Aécio Neves, do senador José Serra e ainda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso convocam a população para as ruas para pedir o impeachment da presidente eleita. Quer tumultuar o já conflituoso cenário político. Com isto, compromete as instituições e presta um desserviço ao Brasil. Ao incentivar o caos, o PSDB acaba por comprometer a sociedade brasileira, a economia, ainda mais do que já está num cenário de crise.

O que vale ressaltar é que se existe um PSDB golpista, este conceito está longe de ser uma unanimidade dentro da própria legenda. Há o que se pode chamar de uma reserva de decência no partido que não coaduna com os senadores Neves e Aloísio Nunes e pregam a busca da estabilidade política do Brasil para que sejam preservadas as instituições. Nem todos incentivam a máxima do “quanto pior, melhor” que alguns tentar fazer valer.

Os governadores Beto Richa, do Paraná, e principalmente Marconi Perillo, de Goiás, são dois nomes que saem em defesa, não da presidente ou de qualquer prática ilícita, mas se interpõem com lucidez perante o arremedo de golpe. Esta semana deram corajosas e assertivas declarações sobre a manutenção da democracia e principalmente o impacto negativo para o Brasil da insistência de se criar em laboratório um espaço para a instabilidade nas ruas do Brasil. Se existe uma crise, ela só tende a ser agravada com estes movimentos de golpe.

Estrategicamente, no caso de Perillo que projeta-se como um pré-candidato numa disputa nacional, a saída de Dilma como pregam os tucanos é um atraso em suas pretensões. A possível chegada do PMDB ao poder criaria um novo grupo para disputar a presidência e deixar o PSDB ainda mais distante da sonhada vitória que até hoje jamais veio.

É preciso ressaltar o engajamento e o compromisso com a nação e com o povo brasileiros destas duas lideranças tucanas que, ao desafiar o partido usando coma arma a sensatez, acabam por defender os interesses mais fundamentais e inalienáveis do brasileiro: o direito à liberdade democrática de escolher seus governantes.

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29 de julho de 2015 at 21:09

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Marconi se esquiva da mesmice e faz bom proveito da crise nacional

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Marconi Perillo é, definitivamente, um político que saiu das sombras. Mesmo quando era um destaque no Estado de Goiás com seus mandatos de governador e de senador, o atual governador de Goiás ainda sofria algumas limitações impostas pela própria política e seu sistema de valorização regional mediante densidade eleitoral. Goiás, sem expressão ou pelo eleitoral quantitativo, nunca conseguiu protagonizar e lançar nomes marcantes para a história brasileira.
Esta condição, aliada à própria característica de Perillo em ser um soldado e ser ainda reconhecido e condecorado de sua legenda, o PSDB, correspondia bem ao jogo partidário e igualmente se impunha limitações: se era um líder absoluto em Goiás, fora dele, pouco ou nada se tinha notícia. O PSDB tido como uma legenda centralizadora e paulistanizada sequer conseguia olhar para outros Estados-chave, o que dizer de Goiás.

Mas Marconi Perillo sentiu que o seu momento pode ter chegado e deixou as sombras e o papel coadjuvante no cenário político brasileiro. Quer assumir outras missões e voar novos voos até mesmo independente da vontade ou da autorização dos tucanos de penagem mais aprumada dentro do PSDB. Desde sua quarta eleição para o Governo, o tucano tem assumido uma nova posição na pauta política e não mais se alinhado sem questionamentos aos mandatários do PSDB. Com luz e voz própria, pelo menos dentro de Goiás, Perillo tem se destoado.

Um dos momentos mais marcantes é quanto à postura perante o Governo Dilma. Nas cordas, a presidente dificilmente encontra até mesmo quem a defenda dentro do PT ou dos partidos aliados. Na oposição, é quase consenso o discurso golpista que pede a retirada da presidente na marra, quase que na força ou, até mesmo chega-se a este ponto, sob a ameaça de bala e golpes de baioneta dos militares.

No entanto, Perillo, em Goiás, age de forma respeitosa e republicana, preservando, acima de tudo, as instituições. O governador tem sido um parceiro político-administrativo de Dilma e ainda tem adotado uma posição de defensor de sua gestão ao reconhecer que o Governo Federal tem sido decisivo no sucesso e nos avanços administrativos do Estado. Perillo acaba por cumprir um papel que nem mesmo o PT e suas lideranças regionais estão fazendo ou estão em condições de fazer: realizar um discurso de exaltação a Dilma em Goiás.

Os exemplos são diversos, mas o mais recente deles aconteceu – não por acaso – no evento mais marcante do Governo de Marconi Perillo até aqui, a inauguração do Hospital de Urgências Otávio Lage – o Hugol. Tido como uma obra de impacto regional e com reconhecimento para além das cercanias goianas, o hospital de grande porte tem a participação do Ministério da Saúde na sua parte mais onerosa: a manutenção do seu funcionamento. A um custo altíssimo, seria praticamente impossível ao Estado mantê-lo funcionando de forma independente.

Perillo foi a Brasília e obteve uma parceria como o Ministério da Saúde. A parte administrativa foi realizada com sucesso e bastaria esta menção para tocar o barco e fazer o hospital funcionar. Mas politicamente, Marconi Perillo fez questão de dividir o protagonismo da inauguração com o Governo Federal ao trazer como convidado de honra o Ministro da Saúde e citar nominalmente a presidente Dilma como parceria fundamental para a realização deste hospital na sua lide diária.

Os objetivos de Marconi são claros: aumentar a participação do Governo Federal em Goiás e, principalmente, criar uma base política que o permita incomodar os decanos do PSDB. Mais ainda: obter de Dilma, quem sabe, apoio para o ingresso em outro partido que lhe dê a condição de disputar um mandato presidencial – seu principal objetivo. Com a conquista da liderança política dos governadores do Centro Oeste, como já falamos anteriormente aqui neste espaço, o governador tucano vai se descolando das sombras e dos papeis de segundo escalão para tentar, ele mesmo, se tornar uma estrela.

Pode não dar certo, mas uma afirmação já se pode atestar: errado em sua estratégia Marconi não está.

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21 de julho de 2015 at 21:28

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O gerentão nunca esteve tão na moda em Goiânia

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Um processo de sucessão é realizado em diversas etapas. Antes mesmo da seleção dos candidatos dentro dos partidos, quando se há esta comodidade de haver opções, há um preparo nos bastidores que remete a uma atividade muito mais cerebral de observação do que propriamente o cumprimento de uma agenda política.Dada a competitividade de algumas disputas ou mesmo o acirramento de grupos e a necessidade estratégica de vencer determinada corrida nas urnas, não é raro que estas etapas se misturem e aconteçam simultaneamente. E este é, especificamente, o caso de Goiânia, na qual as agremiações e seus comandantes mais graduados estão já moldando opções para ilustrarem as cédulas, mas também debatendo perfis a partir a observação e análise profunda do comportamento do eleitorado.

Se existe este corre-corre pela questão Goiânia, afinal, o resultado das urnas na capital deverá também influir em 2018, há um facilitador neste processo atropelado. E ele remete ao perfil do candidato que irá fazer a cabeça do goianiense. Ao que parece cada vez mais, o eleitor metropolitano está em busca de um nome técnico que se distancie da classe política típica. O político de carteirinha ou mesmo aquele com o perfil de negociador e cujo diálogo é sua principal arma parece estar com os dias contados na cidade. Pelo menos neste pleito. O que o goianiense parece querer é o chamado gerentão, ou seja, o tocador de obras, que transforme a cidade como ela tem esperado e até mesmo tem demandado que aconteça.

Claro que é preciso diálogo, boa capacidade de negociação, mas é preciso entender que está não pode ser a qualidade-fim do postulante, mas apenas um dos itens que melhorem sua principal qualidade e talento: realizar como gestor.

Cada vez mais cresce a impressão de que o eleitor de Goiânia espera que surja um nome que conserte – e este é o termo mais adequado, por incrível que pareça – o que tem sido feito com a capital de Goiás nos últimos anos.

E, neste cenário, dois nomes se sobressaem entre os pré-candidatos: o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso e o presidente da Agetop, Jaime Rincon.

Estes são dois realizadores, de fato. Possuem folha de serviços prestados por onde passaram. Tem em desfavor eventuais desgastes ou mesmo desconhecimento, como é o caso específico de Rincon, mas podem se apresentar como obreiros, gestores que conseguem equacionar crises, driblar dificuldades e tocar e entregar obras por onde passam.

Neste cenário, Cardoso é um nome bem mais difundido entre o cidadão comum, menos antenado na política e seus agentes. Foi prefeito de Canedo por duas vezes e também duas vezes teve seu nome espalhado por Goiás como candidato ao Governo. Isto lhe confere capilarização, mas também desgaste, afinal, uma derrota não faz bem à imagem de ninguém. Como gestor tem sua marca até hoje reconhecida pela revolução na infraestrutura de Senador Canedo. Não por acaso, seu secretário no setor era um empresário de Anápolis, chamado João Gomes. Hoje, prefeito de Anápolis e com a mesma sede de realizar obras em todas as regiões do município.

Já Rincon é um dos responsáveis pela volta por cima de Marconi Perillo depois da crise de imagem de 2012, depois da Operação Monte Carlo. O governador parou de falar e de aparecer para que suas obras falassem por ele e foi Rincon, à frente da Agetop, quem conseguiu usar da oratória das máquinas, das estradas abertas e das diversas obras. Através desta voz de concreto armado e ferro fundido, Marconi recuperou sua imagem e ganhou mais uma vez as eleições.

Agora, muito possivelmente, será a hora de Rincon ser retribuído pela boa imagem e o prestígio do chefe Perillo e conseguir dele não somente a credencial para se tornar candidato em Goiânia como também obter o apoio maciço da máquina estadual em prol de seu projeto.

Do outro lado deste jogo, estão políticos de carreira como Iris Rezende, Ronaldo Caiado, integrantes do PT de Paulo Garcia e outros nomes. Nenhum deles, no entanto, parecem até agora preencher este perfil do empreendedor público e conferem mais à semelhança do gestor político. O que não impede que se recriem e se adaptem às necessidades de momento.

O fato é que neste momento jogo está zerado, mas a exemplo de esportes como o Tenis, há vantagem para um ou outro lado. E, desta forma, os gerentões nunca estiveram em tão boa conta como agora.

Written by O Autor

14 de julho de 2015 at 2:19

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