Blog do Ernani de Paula

Empresário, ex-prefeito de Anápolis (GO) e sempre atento à política

Carnaval da Afronta

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O carnaval carioca foi a afronta que faltava para demonstrar a falta de respeito ou mesmo de consideração moral do Governo de Goiás com o cidadão pagador de impostos e, muitas vezes, financiador de projetos que não coadunam com a vontade popular. Não foi culpa das cores, dos carros alegóricos e nem mesmo da homenagem da escola de samba Imperatriz Leopoldinense à dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, mas pela desfaçatez do governador em deixar Goiás na situação de caos generalizado para saudar a euforia na festa de Momo.O feriado nacional é ofertado a todos, indiscriminadamente, para que caiam na folia ou o aproveitem como melhor lhes couber. Longe de ser ilegal, é plenamente imoral que Marconi Perillo sorria para as câmeras do Brasil como se vivesse num paraíso, quando na verdade goianos dos 246 municípios vivem cortejados pelo Mal da insegurança, da violência, da morte nas estradas sem conservação, na Saúde e na Educação precárias.

É neste ponto que a folia palaciana nos camarotes da Marques de Sapucaí se torna quase um escárnio. A campanha de Perillo para tentar ser um líder nacional ultrapassa o razoável e o aceitável. Enquanto se refestelava na folia carioca da passarela do samba, famílias perdiam a vida em acidentes nas rodovias esburacadas, onde os condutores, ao desviar dos buracos, acabam por colidir com outros carros.

Enquanto o Rio de Janeiro e suas tentações tomavam conta de Marconi, este deixava de ser Governador de um Estado recordista nacional em assaltos a ônibus em rodovias que cortam Goiás para se assumir como pré-candidato às eleições nacionais de 2018.

Pelas redes sociais, o governador exaltou a participação da dupla goiana de músicos como tema central da escola de samba carioca e disse “é a cultura goiana como prioridade”. Enquanto posava de grande mecenas das artes populares goianas, por aqui os artistas locais, os verdadeiros representantes da cultura goiana, correm de pires na mão interrompendo projetos socioculturais porque a Secretaria de Educação e Cultura não pagou o combinado nos projetos beneficiados pelo Fundo Estadual de Cultura. Ao mesmo tempo em que sambava ao som de “É o Amor”, Marconi não revelava que cancelou o Tenpo- Festival de Teatro de Porangatu e mingou de forma lamentável o Festival Canto da Primavera. A cultura de Marconi Perillo é a que aparece na apoteose para o mundo, não a que acontece em Goiás.

Agora, passada a quarta-feira de cinzas, o governador parte para uma missão na Oceania, onde irá visitar países em busca de investimentos. Mas, lá, como cá, não irá mencionar os insuperáveis problemas locais de abastecimento de água e tratamento de esgoto, bem como o fornecimento parco de energia elétrica. Goianos que, como bons brasileiros, fazem piada de tudo, já dizem que Marconi Perillo foi à Austrália aprender a pular como os cangurus de lá para desviar com saltos dos buracos das rodovias goianas. Uma boa e inventiva piada, mas nela, ninguém ri: todos choram.

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15 de fevereiro de 2016 at 23:50

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O Perigo do Jabuti

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Há figuras na política brasileira que realmente despertam interesse. Algumas pela eloquência e vivacidade com que militam nas lides eleitorais e nas entranhas de seus partidos e grupos. Tornam-se referências e, muitas das vezes, suas trajetórias são revisitadas e analisadas.

Outras, porém, chamam a atenção pelo caráter inusitado de suas posturas. Pelo destaque que conquistam sob terem efetivamente realizado qualquer feito. É o popular caso do Jabuti na copa de uma árvore alta. Não há explicação para o local em que estão e, naturalmente, alguém o colocou lá.

O Vice-governador José Eliton demonstra uma peculiar familiaridade com o riso, com a simpatia, de uma forma que esta esconde sua incapacidade de resolver grandes questões que são demandadas pelos municípios e pelo Estado de Goiás. É daqueles casos em que o sorriso e o abraço visam a mascarar a incompetência.

Hoje, Eliton já está em uma galhada alta na árvore política goiana. Mas, a esperança do grupo liderado por Perillo ou, mais especificamente, na expectativa do próprio governador isoladamente, é a de que ele assuma o posto máximo do Executivo goiano, sem ter feito qualquer mérito ou qualquer ação consistente para tanto. É o Jabuti que foi posto lá e, ao estar, chama a atenção de todos pelo inusitado.

Ao eleger Eliton como o seu preferido para substitui-lo na corrida ao Palácio das Esmeraldas em 2018, Marconi Perillo ameaça ferir de morte mais uma vez o Estado que lhe conferiu tantas vitórias. É o tipo de filme reprisado que o eleitor já conhece bem, afinal, confiou em Marconi o voto direcionado a seu vice em 2006. Alcides Rodrigues foi eleito sob o prestígio inatacável de Perillo e o desastre até mesmo o próprio governador teve de assumir. Ao se voltar contra a própria cria, Marconi passou o recibo aos goianos de que havia feito uma péssima escolha somente para manter seu grupo no poder.

E, agora, novamente há um trailer para o mesmo filme: quer fazer de um apagado José Eliton o nome mais adequado para sua sucessão. A única virtude política do vice-governador é ser da confiança estrita de Perillo. Mesmo que não tenha nenhum serviço prestado ao Estado ou mesmo comprovada capacidade de gestão, seja na iniciativa privada, seja em órgãos públicos. O mérito de Eliton é ter amigos importantes. E, como disse, esta trama moldada somente para fazer o grupo de Perillo continuar no poder é lastimável e, desta vez, ainda mais arriscada para a economia e o desenvolvimento de Goiás.

Com um interesse cada vez mais crescente em se lançar a um projeto nacional, o governador delegou e praticamente terceirizou a gestão do Estado ao seu vice. Para que faça o que tem de fazer, sob seu comando, e para que compreenda como funciona a máquina estatal. Eleger agora José Eliton como gestor executivo do Estado é, ainda, uma forma de fugir dos desgastes naturais das medidas improdutivas e impopulares. No entanto, já agora o vice-governador mostra sua limitação evidente e não dá conta do recado delegado para ser vice e, eventualmente, assumir o posto.

Outro ponto que envolve a trajetória de José Eliton é a ausência de fatos marcantes na vida política. É um advogado com boas relações, mas politicamente conseguiu até mesmo inviabilizar a eleição de seu próprio pai na eleição municipal de Posse (GO), quando mesmo com a máquina a seu favor, conseguiu a proeza de ser derrotado na cidade natal. O que pode ser dito politicamente sobre ele é que, após ser lançado candidato a vice-governador sob a indicação e benção de Ronaldo Caiado, não tardou a traí-lo, abandonando não somente Caiado mas também a sua legenda, o DEM. Com uma rápida passagem pelo PP, agora aterrissa no PSDB a fim de assumir a imagem e semelhança de Perillo.

Goiás enfrenta problemas graves e sofre diante da dificuldade de encontrar saídas efetivas, racionais e rápidas para os problemas estabelecidos por estes governos anteriores. Mas, certamente, José Eliton não é o nome para encontrar a solução.

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10 de fevereiro de 2016 at 18:19

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Momento de evoluir

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Quem acompanha política somente na corrida emocionante da contagem dos votos, na abertura das urnas e na consagração de uma ideologia e um grupo em detrimento a outro, muitas vezes, desconhece o trabalho orgânico, silencioso e primordial que é preciso ser feito até a chegada daquele momento. O que precede a euforia dos foguetórios é o silêncio de um trabalho de base perene com a construção máxima da democracia através da capilarização de um conceito de projeto.
Neste sentido, a formação partidária e sua difusão é uma atividade sistemática, um sacerdócio do exercício político. E é neste momento que me identifico nesta fase de meu retorno à vida política de Goiás. É o momento de evoluir em minha participação como agente público e dar a minha contribuição na construção de um projeto.

Por isto, deixou o PROS, onde não encontrei espaços e tampouco o diálogo que esperava. A chance potencial da legenda para crescer é muito grande, desde que seja o que é para ser: um grupo político novo, com ideias e, principalmente, práticas inéditas. Para fazer mais do mesmo existem outras agremiações maiores e melhores. Mas, por estas razões, busco mais espaço e responsabilidades a altura de minha participação política e história com a população de Anápolis.

Ao chegar ao PSDC, torno-me presidente municipal com a confiança da direção nacional e estadual e posso desenvolver um trabalho de construção de projeto. Tenho como meta organizar a legenda em cada região da cidade e, desta forma, estar mais próximo ainda do cidadão. Se já tenho feito isto de forma independente, agora, com a referência de uma legenda, sinto que posso erguer bandeiras ainda mais importantes na defesa do cidadão anapolino.

É o momento que tenho a oportunidade de reunir meu grupo político em um só lugar e estabelecer vínculos perenes com o PSDC e com a sociedade anapolina a fim de apresentar o meu projeto. Reafirmo-me como pré-candidato a prefeito de Anápolis, mas principalmente, como um servidor da população e de suas demandas.

Tão logo obtive a confirmação desta grata notícia, já assumi o desafio e comecei a trabalhar arduamente para o desenvolvimento deste projeto. Sigo com meu compromisso de devolver a Anápolis um padrão de desenvolvimento e bom desempenho, tornando-se cosmopolita e mirando os grandes exemplos de cidades. Em sintonia com as demais forças que possam somar com o município, quero usar da minha experiência em acertos e erros para trabalhar por este objetivo. E tenho certeza de que o PSDC possui a grandeza de espirito público capaz de levar-nos a todos nestas conquistas.

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1 de fevereiro de 2016 at 17:26

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Anápolis pode evoluir muito mais

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Quando assumi a Prefeitura de Anápolis em 2001 encontrei um cenário de caos e abandono. A administração anterior, de responsabilidade de Adhemar Santillo, havia deixado salários atrasados, fornecedores e uma série de outros compromissos simplesmente ao Deus-dará. Em uma Era pré-Lei de Responsabilidade Fiscal, o desleixo com a gestão pública era uma marca registrada de quem não tinha outro interesse se não agradar aliados e um total descompromisso com a população.
No entanto, as ações que promovemos renovaram a esperança dos servidores e da população de nossa cidade. Acima de tudo, percebi que o potencial que eu enxergava em Anápolis quando me lancei candidato era ainda muito maior. Com acesso aos detalhes da administração e do cotidiano da gestão pública, compreendi o quanto era possível empreender e inovar.

O provincianismo no trato da coisa pública era o mais notório quanto ao atraso. Os anapolinos andavam pelas ruas envergonhados e não tinham qualquer condição ou motivação para defender sua cidade. Vivíamos um momento no qual o município se reafirmava como um ponto de pouso. Aqui as pessoas passavam ou dormiam por uma noite para seguir suas viagens. E grande parte desta situação limitada era da política realizada na cidade. Desde a política partidária, passando pela Câmara Municipal e pelo Executivo. E, ainda, os segmentos organizados da sociedade, com métodos retrógrados e entediantes. Não havia inovação.

Um dos retratos mais fieis era o comércio. A cada mês perdíamos mais e mais espaço para os pontos em Goiânia. Comprar na capital era status ainda que fosse o mesmo produto vendido aqui. Isto se dava pelo enfraquecimento da imagem da cidade.

Buscamos mudar este horizonte com um choque generalizado em diversos setores. Modificamos a forma de fazer política, de promover ações envolvendo o poder público municipal e renovamos o pensamento das pastas municipais colocando pessoas novas, muitas delas sem ligação com partidos políticos ou com as práticas antigas. O resultado foi imediato. Além de conquistarmos uma aprovação recorde na avaliação popular em nosso primeiro ano de mandato, ainda percebemos o despertar de um novo sentimento no anapolino.

E é isto que enxergo na Anápolis de agora. O município evoluiu tremendamente. Cresceu financeiramente, os serviços municipais avançaram e ampliaram sua capacidade de atendimento à população e houve claramente um projeto de modernização em todas as áreas. No entanto, novamente a cidade se vê estagnada e retornando à inércia do sentimento de inferioridade. Começa a perder espaços para outros municípios do interior como Rio Verde e Aparecida e, com isto, novamente o anapolino se furta a bater no peito e se orgulhar da cidade.

É preciso desencardir Anápolis deste espírito pejorativo de interior, de “currutela”, de apêndice de Goiânia. É preciso reivindicar independência e respeito e é nisto que eu acredito: uma renovação nos ânimos e nas práticas para devolver Anápolis nos trilhos do desenvolvimento cultural, comportamental e econômico.

É com este objetivo que tenho me lançado à árdua missão de ser pré-candidato à Prefeitura: para capitanear um projeto renovado, completamente inédito, que vise o desenvolvimento e a busca de uma cidade mais cosmopolita, sem caipirismos políticos e grupos fechados que vão se revezando. É preciso retomar este crescimento. Anápolis pode evoluir muito mais.

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27 de janeiro de 2016 at 14:25

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PROS a caminho do engrandecimento democrático

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É fundamental para qualquer partido político que almeje um projeto popular em sintonia com a população ampliar suas bases. Ter o diálogo aberto com todas as legendas, mesmo aquelas de perfil ideológico distante, e tentar absorver quadros das mais distintas camadas sociais e econômicas. É através da confluência de diversos pontos de vista sociais, origens culturais e dos meios em que estão inseridos que constrói de fato um partido com capacidade de alinhar um discurso com o eleitor.
Hoje, no Brasil, com a eclosão de uma série de novas legendas, esta conquista de quadros tornou-se uma necessidade de sobrevivência e afirmação. Ao me decidir pelo Partido Republicano da Ordem Social, o PROS, me ative ao conceito da renovação. É uma legenda nova, com novos áreas e mentes renovadas para fazer política. Com a capacidade de, ao agir diferente, conseguir chegar em novos lugares e obter novos resultados. A esperança é uma constante renovação e capacidade de se reinventar.

Por isto, em minha volta ao cenário político-eleitoral optei pelo PROS. E certamente que não somente eu, mas uma série de outros filiados pelo Brasil, sejam eles neófitos na política ou já com um histórico de serviços prestados, também enxergaram nesta legenda o perfil do Novo.

É por isto que me renovo e me regozijo com a notícia propalada na última semana da negociação da direção do PROS de Anápolis com o nome do presidente da GoiásIndustrial para que venha integrar nosso quadro partidário. Chiareloto, cujo ponto alto na política foi a candidatura à Prefeitura de Anápolis em 2008, tem uma folha de serviços prestados a Anápolis. Como presidente da Secretaria de Indústria e Comércio do Governo Marconi Perillo conseguiu tornar-se um nome popular. Foi este trabalho que o permitiu terminar a eleição de 2008 em terceiro lugar, atrás de Onaide Santillo e do vencedor, Antônio Gomide.

Em sendo assim, de lá para cá, Chiareloto certamente ampliou ainda mais suas bases políticas e a vinda de seu nome para o PROS, como negociado com a direção da legenda, tem a capacidade de somar ao projeto da nossa legenda em se tornar ainda mais popular e com a devida sintonia com a população.

Como pré-candidato do PROS me uno aos parceiros de legenda e reconheço como legítima a possível chegada de Ridoval. Em tendo o desejo de manter a sua pré-candidatura, já que ele é hoje pré-candidato a prefeito pelo PSDB, proponho ao partido a realização dos procedimentos mais democráticos possíveis, ou seja, a realização de aferições populares, pesquisas internas e, por fim, a realização das prévias, tão salutares à democracia.

Somos, eu e Ridoval, nomes populares e com reconhecida história na cidade de Anápolis e, por isto, creio que nossa participação tem de tudo para transformar o PROS elevando-o a um novo patamar na importância e na participação das eleições de Anápolis.

A expectativa, por fim, é que nós, do PROS, tenhamos a alegria de sermos a primeira legenda e contribuir para que Ridoval Chiareloto conquiste, enfim, seu primeiro mandato eletivo. Desta forma, teremos dado a nossa contribuição para fazer reconhecer a importância dele na história política recente de Anápolis.

Ressalto que é de meu interesse neste retorno à política goiana a geração de um debate cujo tema principal seja a geração de qualidade de vida da população de Anápolis e modernização dos processos de desenvolvimento da cidade e de Goiás. Não me movem negociações ou disputas por espaços em governos ou cargos. Ao longo da minha trajetória, fiz política com meus próprios recursos e mais: jamais dependi de padrinhos que, muitas vezes, aprisionam seus afilhados. É por isto que de todas as legendas, selecionei o PROS como o ideal: uma agremiação nova, de práticas renovadas e com espirito público.

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18 de janeiro de 2016 at 16:34

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Saneago: a reprise de uma triste história

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A população de Goiás assiste ao colapso financeiro e de gestão da empresa estatal Celg. Alguns estão lívidos e atônicos, enquanto outros recebem notícias desencontradas e se limitam à desinformação. Mas em geral, todo cidadão goiano já teve alguma notícia acerca desta dilapidação sobre um dos maiores patrimônios do povo de Goiás que, atualmente, caminha para virar pó.
Todos os gestores públicos, bem como seus indicados para presidir a Celg, tem uma parcela de contribuição e culpa na escassez de possibilidades de se salvar a estatal. Uma empresa sólida e sem concorrentes no mercado, que somente vende seu produto à vista, foi saqueada e sucateada até dela nada poder ser feito ou ser retirado.

O ocaso lamentável desta empresa é escondido a todo o momento da realidade dos goianos. Tudo para que não haja um prejuízo político aos envolvidos. No entanto, outro escândalo caminha rapidamente para atingir o mesmo patamar de fundo do poço, a exemplo da Celg. Trata-se da estatal irmã, a fornecedora de água e de tratamento de esgoto Saneago.

Também estatal, a empresa atravessa um momento de pleno sucateamento. A ausência de lisura em suas gestões, bem como de investimentos proporcionais à sua arrecadação e que permitam atender às demandas do crescimento populacional nas cidades coloca a Saneago com os dias contados. A população de Goiás há alguns anos já sente os efeitos nefastos do descaso e abandono. A falta d’água é uma realidade recorrente e que só se agrava com o passar dos anos.

Com a expansão dos bairros, o aumento da concentração populacional em determinadas regiões e o crescimento linear de habitantes no Estado se soma à tradicional falta de investimentos. Como resultado, mais do mesmo: caminhamos em Goiás para a falta de abastecimento em períodos de seca e a incapacidade de captação de tratamento de água. E mais: sem que nada seja feito para alterar esta realidade.

Na área de tratamento do esgoto, outra tragédia anunciada. Também pela falta de implantação de novas redes e de maquinário adequado para atender à demanda, aumentam os casos de Saúde Pública nos municípios que são obrigados a conviver com verdadeiros córregos de esgoto a céu aberto. 

Como empresa a Saneago desperdiça 43% do seu produto. É como se, numa indústria de carros, a cada 100 veículos  produzidos, jogasse 43 no lixo! Por isso uma tarifa enorme. Qualquer empresa seria inviável com tamanho desperdício. 

Em Anápolis, um dos municípios com maior parcela de arrecadação mensal da Saneago, os investimentos passam longe e há muito secaram. Como desdobramento prático, além das milhares de famílias que padecem às vezes por semanas de falta d’água, há ainda o impedimento de investimentos em outras áreas. A expansão industrial passa diretamente pelo abastecimento e, sem isto, inviabiliza-se qualquer projeto. Até mesmo o Centro de Convenções torna-se uma obra inviável de prosseguir com tamanha dificuldade de obter água e tratamento de esgoto.

Os casos de Celg e Saneago são determinantes para a conclusão da falência do Estado como gestor de grandes empresas que, mesmo geridas com um poder centralizado, deveriam atender às demandas dos municípios. Quando alguma cidade goiana sugere a possibilidade de municipalizar a água e trazer para si a responsabilidade de gerir recursos e investimentos, a sinalização soa como uma declaração de guerra política. No entanto, o Governo já deu a entender que está aberto à possibilidade de terceirizar a gestão da Saneago. É o movimento que indica que as convicções políticas e os interesses escusos estão acima do bem coletivo e do atendimento das demandas da população.

Uma triste história que vai se repetir em 2016: a falta de água.

 

 

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12 de janeiro de 2016 at 21:52

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Anápolis dá o tom para 2018

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No meio político costuma-se dizer que o início de uma eleição é marcado pelo fim de outra. O sucesso de um projeto eleitoral, portanto, passa diretamente pelo planejamento realizado após os resultados e a montagem de um mapa político organizado a partir de vencedores e derrotados no pleito recém-encerrado.

No entanto, para Goiás, as combinações de resultados e cenários antecipam esta máxima e, ao que tudo indica, neste 2016, o mapa para 2018 começa a ser desvendado e planejado principalmente antes das eleições municipais. Isto porque as estratégias de quem é e, principalmente, de quem não é candidato em outubro próximo, passam a valer e a influenciar as alianças e planos para 2018.

Nesta situação específica, a cidade de Anápolis torna-se ainda mais protagonista em 16 e, decisiva, para 18. Os preparativos para 2016 significam vida e morte para muitos projetos das eleições estaduais. Um dos nomes mais proeminentes nesta análise é o do ex-prefeito de Anápolis, Antônio Gomide. É ele o único nome efetivamente competitivo do PT para Goiás e, portanto, sua participação em 2016 deve ser a de expectador e articulador da campanha de João Gomes à reeleição, mas não a de um candidato. Tornar-se candidato a vereador e, possivelmente, eleito como o mais bem votado, pode inviabilizar sua ascensão como candidato ao Governo em 2018.

Esta possibilidade é ainda reforçada se analisarmos a organização política de Goiânia envolvendo o PT e prováveis aliados. Com uma realidade caótica, Goiânia não tem condições de ofertar nomes fortes para as próximas eleições, o que reforça ainda mais a responsabilidade de Gomide em ser o candidato de Anápolis e do PT ao Governo de Goiás. Mais uma vez: se vereador, Gomide enterra seus planos ao Executivo estadual de 2018.

Se o PT mantém esta prerrogativa, o mesmo também acontece ao PSDB. Anápolis é o celeiro de nomes que podem tornar-se fortes para a sucessão de Marconi Perillo. O deputado federal Alexandre Baldy, principal pré-candidato tucano, tem pela frente uma escolha difícil. Ao se lançar candidato pode perder seu espaço como pré-candidato em 2018. Se ganhar a eleição, fica sem jeito de deixar o mandato com pouco mais de um ano de gestão para ser candidato a governador. A ação pode soar como irresponsabilidade e ter o teor de uma aventura. E, já se perder, Baldy expõe debilidade na sua força política em sua cidade e vai para o fim da fila entre os pré-candidatos.

Correndo em paralelo estão DEM e PMDB, cujos nomes podem roubar a cena nestas eleições em decorrência desta estratégia dos candidatos dos partidos com mais ambições. A união das duas legendas em um projeto para a Prefeitura de Goiânia neste ano pode dar o tom para 2018 e fazer de Ronaldo Caiado um candidato natural ao Governo de Goiás.

A cidade de Anápolis, portanto, possui um papel de alavancar ou enterrar carreiras para as próximas eleições. Em sendo assim, os principais nomes dos partidos que capitaneiam o processo devem ficar atentos quanto a quem vão lançar e aos nomes que devem preservar como trunfos para o próximo pleito, bem maior e, claro, bem mais significativo.

Written by O Autor

4 de janeiro de 2016 at 16:57

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