Blog do Ernani de Paula

Empresário, ex-prefeito de Anápolis (GO) e sempre atento à política

Momento de evoluir

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Quem acompanha política somente na corrida emocionante da contagem dos votos, na abertura das urnas e na consagração de uma ideologia e um grupo em detrimento a outro, muitas vezes, desconhece o trabalho orgânico, silencioso e primordial que é preciso ser feito até a chegada daquele momento. O que precede a euforia dos foguetórios é o silêncio de um trabalho de base perene com a construção máxima da democracia através da capilarização de um conceito de projeto.
Neste sentido, a formação partidária e sua difusão é uma atividade sistemática, um sacerdócio do exercício político. E é neste momento que me identifico nesta fase de meu retorno à vida política de Goiás. É o momento de evoluir em minha participação como agente público e dar a minha contribuição na construção de um projeto.

Por isto, deixou o PROS, onde não encontrei espaços e tampouco o diálogo que esperava. A chance potencial da legenda para crescer é muito grande, desde que seja o que é para ser: um grupo político novo, com ideias e, principalmente, práticas inéditas. Para fazer mais do mesmo existem outras agremiações maiores e melhores. Mas, por estas razões, busco mais espaço e responsabilidades a altura de minha participação política e história com a população de Anápolis.

Ao chegar ao PSDC, torno-me presidente municipal com a confiança da direção nacional e estadual e posso desenvolver um trabalho de construção de projeto. Tenho como meta organizar a legenda em cada região da cidade e, desta forma, estar mais próximo ainda do cidadão. Se já tenho feito isto de forma independente, agora, com a referência de uma legenda, sinto que posso erguer bandeiras ainda mais importantes na defesa do cidadão anapolino.

É o momento que tenho a oportunidade de reunir meu grupo político em um só lugar e estabelecer vínculos perenes com o PSDC e com a sociedade anapolina a fim de apresentar o meu projeto. Reafirmo-me como pré-candidato a prefeito de Anápolis, mas principalmente, como um servidor da população e de suas demandas.

Tão logo obtive a confirmação desta grata notícia, já assumi o desafio e comecei a trabalhar arduamente para o desenvolvimento deste projeto. Sigo com meu compromisso de devolver a Anápolis um padrão de desenvolvimento e bom desempenho, tornando-se cosmopolita e mirando os grandes exemplos de cidades. Em sintonia com as demais forças que possam somar com o município, quero usar da minha experiência em acertos e erros para trabalhar por este objetivo. E tenho certeza de que o PSDC possui a grandeza de espirito público capaz de levar-nos a todos nestas conquistas.

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1 de fevereiro de 2016 at 17:26

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Anápolis pode evoluir muito mais

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Quando assumi a Prefeitura de Anápolis em 2001 encontrei um cenário de caos e abandono. A administração anterior, de responsabilidade de Adhemar Santillo, havia deixado salários atrasados, fornecedores e uma série de outros compromissos simplesmente ao Deus-dará. Em uma Era pré-Lei de Responsabilidade Fiscal, o desleixo com a gestão pública era uma marca registrada de quem não tinha outro interesse se não agradar aliados e um total descompromisso com a população.
No entanto, as ações que promovemos renovaram a esperança dos servidores e da população de nossa cidade. Acima de tudo, percebi que o potencial que eu enxergava em Anápolis quando me lancei candidato era ainda muito maior. Com acesso aos detalhes da administração e do cotidiano da gestão pública, compreendi o quanto era possível empreender e inovar.

O provincianismo no trato da coisa pública era o mais notório quanto ao atraso. Os anapolinos andavam pelas ruas envergonhados e não tinham qualquer condição ou motivação para defender sua cidade. Vivíamos um momento no qual o município se reafirmava como um ponto de pouso. Aqui as pessoas passavam ou dormiam por uma noite para seguir suas viagens. E grande parte desta situação limitada era da política realizada na cidade. Desde a política partidária, passando pela Câmara Municipal e pelo Executivo. E, ainda, os segmentos organizados da sociedade, com métodos retrógrados e entediantes. Não havia inovação.

Um dos retratos mais fieis era o comércio. A cada mês perdíamos mais e mais espaço para os pontos em Goiânia. Comprar na capital era status ainda que fosse o mesmo produto vendido aqui. Isto se dava pelo enfraquecimento da imagem da cidade.

Buscamos mudar este horizonte com um choque generalizado em diversos setores. Modificamos a forma de fazer política, de promover ações envolvendo o poder público municipal e renovamos o pensamento das pastas municipais colocando pessoas novas, muitas delas sem ligação com partidos políticos ou com as práticas antigas. O resultado foi imediato. Além de conquistarmos uma aprovação recorde na avaliação popular em nosso primeiro ano de mandato, ainda percebemos o despertar de um novo sentimento no anapolino.

E é isto que enxergo na Anápolis de agora. O município evoluiu tremendamente. Cresceu financeiramente, os serviços municipais avançaram e ampliaram sua capacidade de atendimento à população e houve claramente um projeto de modernização em todas as áreas. No entanto, novamente a cidade se vê estagnada e retornando à inércia do sentimento de inferioridade. Começa a perder espaços para outros municípios do interior como Rio Verde e Aparecida e, com isto, novamente o anapolino se furta a bater no peito e se orgulhar da cidade.

É preciso desencardir Anápolis deste espírito pejorativo de interior, de “currutela”, de apêndice de Goiânia. É preciso reivindicar independência e respeito e é nisto que eu acredito: uma renovação nos ânimos e nas práticas para devolver Anápolis nos trilhos do desenvolvimento cultural, comportamental e econômico.

É com este objetivo que tenho me lançado à árdua missão de ser pré-candidato à Prefeitura: para capitanear um projeto renovado, completamente inédito, que vise o desenvolvimento e a busca de uma cidade mais cosmopolita, sem caipirismos políticos e grupos fechados que vão se revezando. É preciso retomar este crescimento. Anápolis pode evoluir muito mais.

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27 de janeiro de 2016 at 14:25

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PROS a caminho do engrandecimento democrático

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É fundamental para qualquer partido político que almeje um projeto popular em sintonia com a população ampliar suas bases. Ter o diálogo aberto com todas as legendas, mesmo aquelas de perfil ideológico distante, e tentar absorver quadros das mais distintas camadas sociais e econômicas. É através da confluência de diversos pontos de vista sociais, origens culturais e dos meios em que estão inseridos que constrói de fato um partido com capacidade de alinhar um discurso com o eleitor.
Hoje, no Brasil, com a eclosão de uma série de novas legendas, esta conquista de quadros tornou-se uma necessidade de sobrevivência e afirmação. Ao me decidir pelo Partido Republicano da Ordem Social, o PROS, me ative ao conceito da renovação. É uma legenda nova, com novos áreas e mentes renovadas para fazer política. Com a capacidade de, ao agir diferente, conseguir chegar em novos lugares e obter novos resultados. A esperança é uma constante renovação e capacidade de se reinventar.

Por isto, em minha volta ao cenário político-eleitoral optei pelo PROS. E certamente que não somente eu, mas uma série de outros filiados pelo Brasil, sejam eles neófitos na política ou já com um histórico de serviços prestados, também enxergaram nesta legenda o perfil do Novo.

É por isto que me renovo e me regozijo com a notícia propalada na última semana da negociação da direção do PROS de Anápolis com o nome do presidente da GoiásIndustrial para que venha integrar nosso quadro partidário. Chiareloto, cujo ponto alto na política foi a candidatura à Prefeitura de Anápolis em 2008, tem uma folha de serviços prestados a Anápolis. Como presidente da Secretaria de Indústria e Comércio do Governo Marconi Perillo conseguiu tornar-se um nome popular. Foi este trabalho que o permitiu terminar a eleição de 2008 em terceiro lugar, atrás de Onaide Santillo e do vencedor, Antônio Gomide.

Em sendo assim, de lá para cá, Chiareloto certamente ampliou ainda mais suas bases políticas e a vinda de seu nome para o PROS, como negociado com a direção da legenda, tem a capacidade de somar ao projeto da nossa legenda em se tornar ainda mais popular e com a devida sintonia com a população.

Como pré-candidato do PROS me uno aos parceiros de legenda e reconheço como legítima a possível chegada de Ridoval. Em tendo o desejo de manter a sua pré-candidatura, já que ele é hoje pré-candidato a prefeito pelo PSDB, proponho ao partido a realização dos procedimentos mais democráticos possíveis, ou seja, a realização de aferições populares, pesquisas internas e, por fim, a realização das prévias, tão salutares à democracia.

Somos, eu e Ridoval, nomes populares e com reconhecida história na cidade de Anápolis e, por isto, creio que nossa participação tem de tudo para transformar o PROS elevando-o a um novo patamar na importância e na participação das eleições de Anápolis.

A expectativa, por fim, é que nós, do PROS, tenhamos a alegria de sermos a primeira legenda e contribuir para que Ridoval Chiareloto conquiste, enfim, seu primeiro mandato eletivo. Desta forma, teremos dado a nossa contribuição para fazer reconhecer a importância dele na história política recente de Anápolis.

Ressalto que é de meu interesse neste retorno à política goiana a geração de um debate cujo tema principal seja a geração de qualidade de vida da população de Anápolis e modernização dos processos de desenvolvimento da cidade e de Goiás. Não me movem negociações ou disputas por espaços em governos ou cargos. Ao longo da minha trajetória, fiz política com meus próprios recursos e mais: jamais dependi de padrinhos que, muitas vezes, aprisionam seus afilhados. É por isto que de todas as legendas, selecionei o PROS como o ideal: uma agremiação nova, de práticas renovadas e com espirito público.

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18 de janeiro de 2016 at 16:34

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Saneago: a reprise de uma triste história

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A população de Goiás assiste ao colapso financeiro e de gestão da empresa estatal Celg. Alguns estão lívidos e atônicos, enquanto outros recebem notícias desencontradas e se limitam à desinformação. Mas em geral, todo cidadão goiano já teve alguma notícia acerca desta dilapidação sobre um dos maiores patrimônios do povo de Goiás que, atualmente, caminha para virar pó.
Todos os gestores públicos, bem como seus indicados para presidir a Celg, tem uma parcela de contribuição e culpa na escassez de possibilidades de se salvar a estatal. Uma empresa sólida e sem concorrentes no mercado, que somente vende seu produto à vista, foi saqueada e sucateada até dela nada poder ser feito ou ser retirado.

O ocaso lamentável desta empresa é escondido a todo o momento da realidade dos goianos. Tudo para que não haja um prejuízo político aos envolvidos. No entanto, outro escândalo caminha rapidamente para atingir o mesmo patamar de fundo do poço, a exemplo da Celg. Trata-se da estatal irmã, a fornecedora de água e de tratamento de esgoto Saneago.

Também estatal, a empresa atravessa um momento de pleno sucateamento. A ausência de lisura em suas gestões, bem como de investimentos proporcionais à sua arrecadação e que permitam atender às demandas do crescimento populacional nas cidades coloca a Saneago com os dias contados. A população de Goiás há alguns anos já sente os efeitos nefastos do descaso e abandono. A falta d’água é uma realidade recorrente e que só se agrava com o passar dos anos.

Com a expansão dos bairros, o aumento da concentração populacional em determinadas regiões e o crescimento linear de habitantes no Estado se soma à tradicional falta de investimentos. Como resultado, mais do mesmo: caminhamos em Goiás para a falta de abastecimento em períodos de seca e a incapacidade de captação de tratamento de água. E mais: sem que nada seja feito para alterar esta realidade.

Na área de tratamento do esgoto, outra tragédia anunciada. Também pela falta de implantação de novas redes e de maquinário adequado para atender à demanda, aumentam os casos de Saúde Pública nos municípios que são obrigados a conviver com verdadeiros córregos de esgoto a céu aberto. 

Como empresa a Saneago desperdiça 43% do seu produto. É como se, numa indústria de carros, a cada 100 veículos  produzidos, jogasse 43 no lixo! Por isso uma tarifa enorme. Qualquer empresa seria inviável com tamanho desperdício. 

Em Anápolis, um dos municípios com maior parcela de arrecadação mensal da Saneago, os investimentos passam longe e há muito secaram. Como desdobramento prático, além das milhares de famílias que padecem às vezes por semanas de falta d’água, há ainda o impedimento de investimentos em outras áreas. A expansão industrial passa diretamente pelo abastecimento e, sem isto, inviabiliza-se qualquer projeto. Até mesmo o Centro de Convenções torna-se uma obra inviável de prosseguir com tamanha dificuldade de obter água e tratamento de esgoto.

Os casos de Celg e Saneago são determinantes para a conclusão da falência do Estado como gestor de grandes empresas que, mesmo geridas com um poder centralizado, deveriam atender às demandas dos municípios. Quando alguma cidade goiana sugere a possibilidade de municipalizar a água e trazer para si a responsabilidade de gerir recursos e investimentos, a sinalização soa como uma declaração de guerra política. No entanto, o Governo já deu a entender que está aberto à possibilidade de terceirizar a gestão da Saneago. É o movimento que indica que as convicções políticas e os interesses escusos estão acima do bem coletivo e do atendimento das demandas da população.

Uma triste história que vai se repetir em 2016: a falta de água.

 

 

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12 de janeiro de 2016 at 21:52

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Anápolis dá o tom para 2018

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No meio político costuma-se dizer que o início de uma eleição é marcado pelo fim de outra. O sucesso de um projeto eleitoral, portanto, passa diretamente pelo planejamento realizado após os resultados e a montagem de um mapa político organizado a partir de vencedores e derrotados no pleito recém-encerrado.

No entanto, para Goiás, as combinações de resultados e cenários antecipam esta máxima e, ao que tudo indica, neste 2016, o mapa para 2018 começa a ser desvendado e planejado principalmente antes das eleições municipais. Isto porque as estratégias de quem é e, principalmente, de quem não é candidato em outubro próximo, passam a valer e a influenciar as alianças e planos para 2018.

Nesta situação específica, a cidade de Anápolis torna-se ainda mais protagonista em 16 e, decisiva, para 18. Os preparativos para 2016 significam vida e morte para muitos projetos das eleições estaduais. Um dos nomes mais proeminentes nesta análise é o do ex-prefeito de Anápolis, Antônio Gomide. É ele o único nome efetivamente competitivo do PT para Goiás e, portanto, sua participação em 2016 deve ser a de expectador e articulador da campanha de João Gomes à reeleição, mas não a de um candidato. Tornar-se candidato a vereador e, possivelmente, eleito como o mais bem votado, pode inviabilizar sua ascensão como candidato ao Governo em 2018.

Esta possibilidade é ainda reforçada se analisarmos a organização política de Goiânia envolvendo o PT e prováveis aliados. Com uma realidade caótica, Goiânia não tem condições de ofertar nomes fortes para as próximas eleições, o que reforça ainda mais a responsabilidade de Gomide em ser o candidato de Anápolis e do PT ao Governo de Goiás. Mais uma vez: se vereador, Gomide enterra seus planos ao Executivo estadual de 2018.

Se o PT mantém esta prerrogativa, o mesmo também acontece ao PSDB. Anápolis é o celeiro de nomes que podem tornar-se fortes para a sucessão de Marconi Perillo. O deputado federal Alexandre Baldy, principal pré-candidato tucano, tem pela frente uma escolha difícil. Ao se lançar candidato pode perder seu espaço como pré-candidato em 2018. Se ganhar a eleição, fica sem jeito de deixar o mandato com pouco mais de um ano de gestão para ser candidato a governador. A ação pode soar como irresponsabilidade e ter o teor de uma aventura. E, já se perder, Baldy expõe debilidade na sua força política em sua cidade e vai para o fim da fila entre os pré-candidatos.

Correndo em paralelo estão DEM e PMDB, cujos nomes podem roubar a cena nestas eleições em decorrência desta estratégia dos candidatos dos partidos com mais ambições. A união das duas legendas em um projeto para a Prefeitura de Goiânia neste ano pode dar o tom para 2018 e fazer de Ronaldo Caiado um candidato natural ao Governo de Goiás.

A cidade de Anápolis, portanto, possui um papel de alavancar ou enterrar carreiras para as próximas eleições. Em sendo assim, os principais nomes dos partidos que capitaneiam o processo devem ficar atentos quanto a quem vão lançar e aos nomes que devem preservar como trunfos para o próximo pleito, bem maior e, claro, bem mais significativo.

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4 de janeiro de 2016 at 16:57

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Conheço um golpe, por isto me posiciono contra

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A economia não vai bem. Politicamente, o Governo Dilma tem dificuldades profundas se organizar e de criar um bloco fiel aos seus anseios de gestão. Com isto, os avanços da gestão passada agora recuam e país encontra-se em compasso de espera, sob o suspense de o processo de impeachment da presidente ser confirmado.

O que é preciso ponderar sobre este tema não é uma questão de Governo ou de preferência pela manutenção de Dilma ou do PT no comando do Brasil, mas sim o respeito ao sagrado rito Democrático. O processo de impedimento é previsto em lei e há uma série de situações específicos que o sustentam, mas a impopularidade certamente não é um deles.

Depois de uma eleição dividida e com os sucessivos problemas de gestão, cresceu no seio da população que já não queria mais o PT no poder a vontade trocar de Governo por outro meio que não o das urnas. E foi nesta seara que grupos políticos poderosos arquitetaram um procedimento que não se assemelha ao rito constitucional de um impeachment, mas sim, à manobra de um golpe.

Razoavelmente, não há explicações legais para sustentar uma deposição presidencial. O que existe é um conjunto de políticos com influência em diversas ramificações além do âmbito político que tentam assumir o poder sem serem devidamente legitimados pela população. Além de Eduardo Cunha, há o PSDB paulista que ainda não se deu conta de que não consegue dialogar com a população e convence-la de que tem um projeto melhor que os propostos por Lula e Dilma, afinal, a vitória da atual presidente pode ser interpretada como uma falta de opção do eleitor.

O sentimento de golpe é compartilhado por mim. Fui vítima de armação semelhante envolvendo a Câmara Municipal e entes apoiadores do Governo de Goiás que, à época, tentaram chegar à Prefeitura, mas perderam no voto. E então forjaram contra a minha popularidade uma série de denúncias a fim de criar na cidade um clima insustentável. À luz de um golpe, posiciono-me contrário, não pela defesa de Dilma, mas em nome da manutenção da Democracia.

Estes brasileiros que no Congresso Nacional atuam em nome de uma deposição pertencem à lamentável classe dos que pensam que “quanto pior, melhor”. É o tipo de oposição que somente consegue existir se o Brasil for à bancarrota. Assim como na Anápolis de 2001 aconteceu comigo o mesmo, o movimento teve origem não na vontade popular, mas nos setores alijados pela vontade das urnas em dar um golpe e depois conseguir fracionar o governo para que cada um conseguisse um pedaço.

Se há uma vontade profunda no eleitor brasileiro desejando mudanças, que seja manifestada no momento certo e da maneira legal, ou seja, através do voto. Era o que eu esperava sobre a minha gestão: preferia enfrentar o diálogo com a população – como faço hoje – a ter de negociar com abutres do Poder. E foi justamente isto que me negaram o direito.

Written by O Autor

29 de dezembro de 2015 at 12:39

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A sinuca de bico de Marconi com o Governo Federal

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A Política tem alguns meandros sinuosos e situações de difícil solução. Partidos, grupos políticos e agentes públicos lutam pelo poder e, ironicamente, quanto mais perto chegam dele, ou quanto mais poder acumulam, mais cheio de armadilhas fica o caminho a ser seguido. Vejamos, por exemplo, a situação vivida pelo Governo de Goiás, em especial a do governador Marconi Perillo. É um curioso exemplo sobre como as negociações podem acontecer de um lado e de outro.
O governador é um fenômeno de Goiás. Eleito de forma histórica e com ascendência meteórica, Perillo soube fazer uma construção política a partir da adversidade. Se antes era uma minoria com o poder Executivo em meio a adversários na Assembleia Legislativa, rapidamente o jovem gestor soube politicar e fazer aliados.

Com o tempo, renovou e acumulou seu poder. Hoje sonha com uma carreira nacional e tem importantes e poderosos aliados por onde passar em Goiás. Sua bancada política extrapola o legislativo e até mesmo as cores partidárias do tempo novo: conseguiu amigos e devotos do PMDB e até mesmo no PT, para citar duas legendas historicamente oposicionistas.

Mais recentemente, Marconi Perillo aproximou-se da presidente Dilma. Não foi uma ou duas vezes que o governador reconheceu publicamente que a presidente sempre foi uma aliada de Goiás e dos goianos e manteve parcerias importantes para o crescimento e desenvolvimento do Estado, ainda que isto significasse o engrandecimento da imagem do Governo e do próprio Marconi. Para desespero de petistas e aliados Dilma realmente investiu pesado nos projetos apresentados por Perillo no Distrito Federal. Ele sabia como pedir, e ela, como conceder.

O que ocorre é que em um momento, a conta por tamanha gentileza sempre aparecer. E a profundidade e proximidade com o poder gera, como disse, dificuldades no caminho. O auge da ajuda do Governo Federal à gestão de Marconi Perillo deu-se no episódio da venda da Celg.

É possível afirmar que Dilma salvou a atual gestão de Perillo no eventual desgaste que ocorreria com a falência total da Celg. Com o empréstimo de quase R$ 2 bilhões para colocar a estatal para respirar, o governo subsidiou um empréstimo à empresa e tornou-se sócia majoritária da estatal. Ou seja: é como se estivesse emprestando a ela mesmo e “ganhando” uma empresa. Na verdade, uma estatal sucateada e quebrada por décadas de desmandos políticos com o dinheiro público.

Agora, Marconi Perillo precisa receber o restante desta bolada para tocar as obras e realizar os pagamentos ordinários do Estado. Em resumo: precisa desta verba para concluir o mandato ou ao menos dar uma sobrevida sem precisar fazer cortes ainda mais traumáticos e que prejudiquem a sua imagem e a imagem do Governo.

Mas eis que Dilma, agora, é quem precisa de Marconi. Vivendo um processo político penoso de impeachment, o Governo Federal segura a liberação das parcelas e ainda adia outra demanda de Perillo e seu Governo: o pedido pela privatização da Celg. Como sócia majoritária, a União pode dar celeridade ou frear o processo que poderia render, aí sim, um bom dinheiro para que o Governo de Goiás retomasse sua presença no Estado sob a forma de obras, que hoje encontram-se paradas.

A negociação, portanto, está formada: Dilma só libera o que Marconi quer, se por sua vez ele lhe conferir apoio ou, ao menos, neutralidade no processo. Ela precisa dos votos dos deputados goianos no congresso que hoje estão com Marconi Perillo. Do outro lado, o PSDB pressiona Perillo para que se posicione e arme os parlamentares de sua base em favor da derrubada da presidente.

Se Marconi fizer o dever de casa tucano, perde de vez o espaço no governo federal e a fonte principal de dinheiro para manter seu governo simplesmente seca. Dilma pode cair, mas pode ficar e lacrar a fonte de Marconi.

Se optar por ficar ao lado de Dilma, Marconi se queima com o PSDB. Salva seu mandato de uma mancha terrível junto aos servidores e à opinião pública goiana, mas perde o já limitado espaço que tem junto à cúpula do PSDB nacional.

É preciso lembrar que 16 governadores já definiram seu posicionamento em favor da presidente e a continuidade do seu mandato. Em geral, os gestores estaduais estão com o pires na mão perante a União, portanto, brigar cortando da própria carne para colocar Cunha e Temer no poder não é exatamente uma solução inteligente.

Enquanto isto, Marconi, no auge de seu poder como hábil negociador político, reflete sobre como sair desta sinuca de bico. 

Written by O Autor

15 de dezembro de 2015 at 17:35

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